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terça-feira, 17 de abril de 2012

Insólito: cão 'vira' cadela aos sete meses

A história - publicada esta semana pelo semanário "O Algarve" - é curiosa porque Tito, uma espécie de Shih Tzu nascido em Olhão, Portugal, está registado como cão e agora mesmo que queira, não pode chamar-se Tita. "Não dá, porque eu tenho um vizinho que tem esse nome", diz, preocupado, Eliseu Martins, o tutor do animal.

O tutor de Tito - batizado de Tito, o terrível devido ao seu temperamento enérgico - ainda está em estado de choque depois de ter descoberto que o seu pequeno cão afinal era do sexo feminino. De pequeno, Tito só tinha o tamanho porque, proporcionalmente, o pêlo foi desde sempre bastante grande. Aí está parte da explicação que terá levado levou um veterinário de Olhão a atestar a masculinidade do animal.

Tito foi oferecido em Setembro a Eliseu Martins, residente em Olhão e estava registado como macho, mas na semana passada, uma ida à tosa acabou por mudar-lhe o sexo. Tito sempre foi muito peludo, e os pêlos, bem distribuidos por todas as partes do seu corpo, convenientemente tapavam as partes íntimas. Só isso pode explicar como o veterinário, de uma clínica de Olhão, 'comprou' a versão do tutor. "É caricato porque quando lhe colocaram o chip, ele ficou registado como cão". Se ao médico, na época, tivesse notado a ausência de um pormenor - o pénis do animal - tudo teria sido diferente.

Certo dia, sete meses depois de terem atestado oficialmente a máscula identidade de Tito, o cunhado de Eliseu decidiu levar o animal à tosa, tal era a farta pelagem. Mal sabia o que aí vinha: "Depois que rasparam a barriguinha, perguntaram porque lhe chamavam Tito, se afinal era uma cadelinha", conta Eliseu Martins, ainda se recuperando do choque.

Tita não pode ser, que é o nome do vizinho

Só na próxima semana Eliseu poderá tratar da alteração dos documentos na clínica veterinária, para que possa pedir ao registo nacional que façam a mudança de sexo. "O problema é que ele já interiorizou o nome de Tito. Pensamos em chamá-lo de Tita, mas o meu vizinho já tem esse nome", diz, ficando a escolha do futuro nome ainda em aberto.

Outra veterinária da região falou sobre o caso. A especialista afirma que a situação é mais comum em gatos do que em cães: "Há uma fase nos gatos em que mesmo para os veterinários pode ser um pouco difícil, mas nos cães, o aparelho genital é muito diferente entre um macho e uma fêmea", garante. "Os próprios órgãos estão localizados em zonas diferentes, pelo que é muito mais fácil distinguir", admitindo que este tipo de confusões é muito raro.

Para a veterinária, tudo não deve ter passado de um descuido ou distração do colega,: "Quando são machos, eu vou sempre ver se já têm os testículos exteriorizados ao longo das vacinas. É importante ver, porque há cães que fazem retração de um testículo e ficam em entrave abdominal, pelo que convém irmos acompanhando o desenvolvimento dos genitais", explica.

"Não há hipótese de começarem a desenvolver um sexo e depois outro", explica, reagindo com um sorriso à situação: "É a primeira vez que ouço falar num caso assim!", conclui.

fonte: Expresso

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